Proposta para Brasil construir bomba nuclear avança no Senado com apoio popular

Uma ideia legislativa que propõe autorizar o desenvolvimento de uma bomba atômica no Brasil está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. A proposta foi apresentada em 2020 pelo médico paranaense Vito Angelo Duarte Pascaretta por meio da plataforma e-Cidadania, e recebeu apoio de quase 28 mil pessoas, superando o mínimo de 20 mil assinaturas exigidas para tramitação.

A sugestão, registrada como Sugestão Legislativa 31/2020, defende que o Brasil desenvolva armamento nuclear como medida de dissuasão contra interferências estrangeiras e como forma de fortalecer a soberania nacional. Agora, cabe à CDH analisar a viabilidade da proposta e decidir se ela será transformada em um projeto de lei.

Análise em andamento

O relator atual da matéria é o senador Marcos Pontes (PL-SP), que assumiu a relatoria em abril de 2025. Caso emita parecer favorável e a comissão aprove, a ideia será formalmente convertida em um projeto de lei, iniciando o trâmite legislativo completo no Congresso Nacional, com votações nas duas casas — Senado e Câmara dos Deputados.

A proposta reacendeu o debate sobre armamento nuclear no Brasil, especialmente em um cenário internacional tenso, marcado por conflitos no Oriente Médio e ataques recentes a instalações nucleares iranianas. Apesar do contexto, a iniciativa ainda é apenas uma sugestão e não possui respaldo legal ou técnico imediato.

Tratados internacionais em jogo

Especialistas e diplomatas alertam que o Brasil é signatário de tratados internacionais que proíbem a produção e uso de armas nucleares, como o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), além do Tratado de Tlatelolco, que estabelece a América Latina como zona livre de armas nucleares. A Constituição Federal também veta expressamente o uso de tecnologia nuclear para fins não pacíficos.

Em nota, o Senado Federal reforça que ideias legislativas apresentadas por cidadãos não têm força de lei e apenas se tornam projetos formais após análise e aprovação pelas comissões responsáveis.

IMAGEM ILUSTRATIVA

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