O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou um cenário de forte hostilidade em sua visita a Ubá, na Zona da Mata mineira, neste sábado, 28 de fevereiro. O objetivo da agenda era vistoriar os estragos causados pelas chuvas devastadoras que atingiram a região, mas a recepção de parte da população transformou o evento em um ato de protesto político e indignação popular.
Durante o deslocamento da comitiva presidencial pelas ruas da cidade, grupos de moradores se concentraram para manifestar descontentamento. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir claramente manifestantes entoando coros de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” e “Acorda Brasil”. O clima de tensão forçou o reforço do esquema de segurança ao redor do presidente, da primeira-dama Janja e do senador Rodrigo Pacheco, que o acompanhava na agenda técnica.
A hostilidade ocorre em um momento crítico para Minas Gerais, que já registra dezenas de mortes devido aos temporais. Enquanto o governo federal tenta focar o discurso na liberação de mais de 11 milhões de reais para assistência humanitária e na reconstrução da infraestrutura local, parte dos cidadãos de Ubá utilizou a presença das autoridades para cobrar agilidade e protestar contra a gestão federal.
Apesar das vaias e dos gritos de ordem que ecoaram durante as vistorias, Lula manteve o compromisso de liberar o Saque Calamidade do FGTS e garantir verbas emergenciais para os desabrigados. O prefeito de Ubá, José Damato, reforçou que a ajuda da União é indispensável para recuperar as pontes e moradias destruídas pelo transbordamento do Rio Ubá, independentemente do clima de polarização política que marcou o dia.







