A crise de saúde pública em Santo Antônio do Amparo ganha novos e alarmantes capítulos. Quatro meses após as primeiras denúncias no bairro Ronaldo Carrara, a presença de porcos criados soltos pelas vias urbanas continua a atormentar a população, desta vez com relatos ainda mais graves vindos do bairro Campinho.
Moradores registraram, no último sábado, animais circulando livremente por lotes vagos e áreas residenciais. A principal preocupação agora, além da sujeira e do lixo espalhado, é o estado de saúde dos animais. Relatos enviados à reportagem apontam que os porcos apresentam sinais visíveis de doenças, o que aumenta o risco de zoonoses e contaminação do solo em áreas densamente povoadas.
A dinâmica do problema segue um padrão de descaso: os animais reviram sacos de lixo em busca de alimento, destruindo o trabalho das equipes de limpeza urbana e deixando um rastro de insalubridade. “Esses porcos ficam soltos direto. Hoje mesmo estavam no lote acima da minha casa”, desabafou um morador que preferiu não se identificar.
A reincidência do caso, que já era de conhecimento das autoridades locais desde dezembro de 2025, levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de fiscalização e apreensão por parte da prefeitura. Enquanto nenhuma ação efetiva é tomada, os moradores do bairro Campinho e regiões adjacentes convivem com o medo de doenças e o abandono do poder público diante de uma questão básica de vigilância sanitária.
A situação em Santo Antônio do Amparo deixa de ser apenas um transtorno estético ou de limpeza para se tornar um risco iminente à saúde de crianças e adultos que dividem o espaço urbano com animais sem qualquer controle sanitário.





