Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) acende um alerta para produtores rurais quanto à deterioração da silagem de milho causada por fungos, problema que pode resultar na formação de micotoxinas, substâncias tóxicas que comprometem a saúde animal e a qualidade dos alimentos de origem agropecuária
.
De acordo com a pesquisadora Carla Ávila, responsável pelo estudo, falhas no processo de vedação dos silos ou erros durante a abertura favorecem a entrada de oxigênio, criando condições ideais para o desenvolvimento de fungos indesejáveis. A contaminação pode reduzir o valor nutricional da silagem e provocar prejuízos econômicos significativos ao produtor.
Como alternativa para minimizar o problema, a pesquisa avaliou o uso de inoculantes durante o processo de ensilagem. Os testes demonstraram que uma bactéria isolada a partir de silagens produzidas em Minas Gerais apresentou resultados promissores, aumentando a estabilidade aeróbia do alimento e reduzindo a presença de micotoxinas.
Segundo os pesquisadores, a técnica contribui para a conservação da silagem por mais tempo após a abertura do silo, além de oferecer maior segurança alimentar aos rebanhos. O estudo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e desenvolvido no âmbito da UFLA, reforçando a importância da pesquisa científica aplicada ao agronegócio.
Os resultados servem como orientação prática aos produtores, destacando que boas práticas de manejo aliadas à tecnologia podem reduzir riscos sanitários e elevar a eficiência da produção pecuá






