Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, a lenda eterna do basquete brasileiro

O basquete brasileiro perdeu hoje seu maior ídolo. Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o Mão Santa, faleceu aos 68 anos em Santana de Parnaíba, São Paulo. Ele foi internado no Hospital Municipal Santa Ana após passar mal em casa, horas após uma cirurgia recente, e não resistiu. A morte ocorreu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026.

Nascido em 16 de fevereiro de 1958 em Natal, Rio Grande do Norte, Oscar construiu uma carreira que transcendeu fronteiras. Com 2,04 metros de altura e um arremesso preciso de longa distância, ele se tornou o maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos, média recorde de 42,3 por jogo em Seul 1988 e 55 pontos em uma única partida. Participou de cinco Olimpíadas, três Mundiais e liderou a seleção brasileira ao ouro histórico no Pan-Americano de 1987, ao bater os Estados Unidos por 120 a 115.

Sem jamais jogar na NBA para priorizar a seleção, ele acumulou 49.973 pontos oficiais em 26 anos de carreira, atuando por clubes como Palmeiras, Sírio, Juvecaserta, Pavia, Corinthians e Flamengo. Foi campeão mundial interclubes, pan-americano e sul-americano, e entrou para o Hall da Fama da FIBA e do Basquete.

Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar lutou publicamente contra a doença por 15 anos, inspirando o país com sua resiliência e determinação. Após se aposentar em 2003, dedicou-se a palestras motivacionais e à promoção do esporte.

O Brasil perde um gigante que marcou gerações. Sua mão santa e seu espírito vencedor ecoarão para sempre nas quadras e na memória do povo.

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