O grupo terrorista Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a dissolução do órgão que governava a Faixa de Gaza há quase duas décadas. A decisão abre caminho para que um comitê formado por tecnocratas palestinos assuma a administração civil do território.
A medida é considerada um gesto político dentro do acordo de paz costurado pelos Estados Unidos, que prevê a transferência da gestão de Gaza para uma autoridade civil e técnica. O plano, no entanto, segue travado em pontos considerados fundamentais, especialmente a exigência de desarmamento do Hamas e a retirada gradual das forças israelenses de áreas ocupadas no enclave.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o grupo afirmou estar disposto a entregar as responsabilidades governamentais ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza, liderado por Ali Shaath. A estrutura é vista como uma tentativa de reorganizar a gestão do território em meio ao cenário de destruição, deslocamento da população e crise humanitária.
Israel, por sua vez, recebeu o anúncio com desconfiança. Autoridades israelenses classificaram a decisão como insuficiente e afirmaram que qualquer governo civil em Gaza continuará sem legitimidade caso o Hamas mantenha influência armada e controle sobre estruturas de segurança.
Apesar da dissolução do órgão administrativo, analistas apontam que o Hamas ainda conserva poder político, militar e influência sobre setores internos de Gaza. Por isso, a efetividade da transição dependerá de medidas concretas nos próximos dias.
A movimentação pressiona Israel e os mediadores internacionais a avançarem nas demais etapas do acordo, mas ainda não representa, por si só, o fim da presença do Hamas na vida política e militar de Gaza.
Fontes: Reuters, Folha de S.Paulo, Euronews e Times of Israel.






