Enquanto amanhece em Lavras, ainda é noite no Acre: o Brasil vive 4 fusos horários ao mesmo tempo

O Brasil é um país continental e, por isso, possui quatro fusos horários diferentes. Isso cria situações curiosas em que, em determinados momentos, uma parte do território já está com o sol nascendo enquanto outra ainda permanece na escuridão.

Em João Pessoa, no extremo leste (Paraíba), o sol costuma nascer bem cedo, muitas vezes por volta das 5h20. Já no Acre, no extremo oeste (como em Rio Branco), o sol nasce e se põe mais tarde em relação ao relógio oficial.

Resultado: existe um intervalo real — que pode durar de dezenas de minutos a mais de uma hora, dependendo do dia e da estação — em que já é dia claro no Nordeste enquanto ainda é noite escura no Acre.

Isso acontece porque a Terra gira de leste para oeste: o Sol “varre” o país gradualmente. Enquanto o leste recebe a primeira luz do dia, o oeste ainda está virado para o lado noturno.

Atualmente, sem horário de verão, o Brasil tem os seguintes fusos horários:

  • UTC-2 — Fernando de Noronha (mais a leste)
  • UTC-3 — Brasília, Lavras, São Paulo, Rio e a maior parte do país
  • UTC-4 — Parte do Amazonas e Mato Grosso
  • UTC-5 — Acre e extremo oeste do Amazonas (mais a oeste)

A diferença máxima entre o extremo leste continental e o extremo oeste chega a cerca de 3 horas.

É um fenômeno normal em países muito extensos de leste a oeste, como Rússia, Estados Unidos e Canadá. No Brasil, o tamanho do território torna esses “momentos curiosos” bem visíveis no dia a dia.

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