A Comissão de Ética da Câmara de Lavras vai investigar uma denúncia de compra de votos pelo vereador Ailton Magalhães Filho (PSDB). O parlamentar teria prometido cargos comissionados em troca de apoio durante as eleições passadas.
A denúncia foi feita pelas redes sociais quando o Darci Tavares compartilhou uma publicação com uma cópia de um documento assinado pelo vereador. No termo de compromisso, feito em agosto de 2016, pouco antes das eleições, Ailton se compromete a contratar Eliane Cristina França Britto Zemp , esposa de Darci, para um cargo comissionado. Em troca, o casal teria prometido votar no candidato.
Darci e a esposa trabalharam na prefeitura entre 2017 e 2018. Ambos não trabalham mais no Executivo. O aposentado afirma que o documento foi assinado por Ailton em um encontro entre os dois, em um local público.
“Numa confraternização, numa lanchonete, onde marcamos, ele assinou”, disse o porteiro Darci Tavares.
O Cartório do 1º Ofício de Notas de Lavras afirmou à câmara que os selos de reconhecimento de firma da copia do documento apresentado são autênticos. Agora a comissão de ética do legislativo deve apurar se o conteúdo do termo é verdadeiro.
O presidente da comissão de ética, Carlos Lindomar (PSL), acredita que, se o documento original tiver esse conteúdo, o vereador pode ter feito compra de votos. Ele já pediu a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. O documento de instauração da CPI já tem cinco de seis assinaturas necessárias.
“Ele deixa claro um termo de compromisso de que, se você me ajudar na campanha, eu vou conceder um cargo comissionado, ou na câmara, ou na prefeitura e fato é que tanto a esposa do denunciante, quanto ele, foram nomeados pelo prefeito em cargos de confiança após as eleições. Deixou claro que o original do documento estaria em poder do prefeito”, disse o vereador Carlos Lindomar.
O vereador Ailton Magalhães Filho agora tem até 10 dias para apresentar a defesa à câmara. O advogado de defesa diz que o vereador não assinou o documento apresentado pelo aposentado.
“Ele não compareceu e assinou na frente do tabelião, foi levado por um terceiro para reconhecimento por semelhança. Então foi aferido o cadastro dele com a assinatura que foi levada para se conferir, autenticar a semelhança apenas”, disse o advogado Thiago Adão Constantino.
Em nota, a Prefeitura de Lavras afirmou apenas que não teve acesso a nenhum documento sobre a denúncia e disse que, por ser uma investigação interna da câmara, não vai se manifestar.
Fonte: G1 Sul de Minas






