A presença de capivaras sob a ponte que desabou entre os bairros Nova Era 2 e Nova Era 3, em Lavras, voltou a chamar a atenção dos moradores. Além de registrar os animais circulando livremente pela área, quem passa pelo local também se depara com uma grande quantidade de lixo espalhada às margens do Ribeirão Vermelho.
A antiga ponte desabou na noite de 26 de janeiro de 2025, após as fortes chuvas provocarem o transbordamento do ribeirão. Desde então, a região passou a ser um dos pontos onde a natureza tem retomado espaço, com a presença frequente das capivaras.
O que deveria ser apenas uma cena de contemplação da fauna, porém, acaba dividindo espaço com resíduos descartados irregularmente. Garrafas, plásticos e outros materiais podem ser vistos em meio à vegetação, comprometendo o habitat dos animais e o próprio meio ambiente.
Enquanto isso, em outras partes do mundo, as capivaras são tratadas como verdadeiras atrações. No Japão, por exemplo, elas fazem sucesso em espaços temáticos e até em cafeterias, onde visitantes podem conhecer os animais de perto e viver uma experiência voltada à conscientização e ao respeito pela natureza.
A comparação mostra como um mesmo animal pode receber tratamentos completamente diferentes. Em Lavras, as capivaras encontraram abrigo às margens do Ribeirão Vermelho e merecem ter esse ambiente preservado.
Moradores defendem que o local receba uma ação de limpeza, mas destacam que a conservação da área também depende da colaboração da população. O descarte correto do lixo é uma responsabilidade compartilhada e faz toda a diferença para manter o ambiente limpo, proteger a fauna silvestre e preservar um patrimônio natural que pertence a toda a cidade.






