Um trabalho desenvolvido por um grupo de jovens dos Rotarys Clubes de Lavras, o chamado Rotaract, um projeto que visa difundir o hábito da leitura entre a população.
O Ponto do Livro é um projeto colaborativo de compartilhamento de livros, com o objetivo de levar cultura, cidadania e educação. Quem passa pelos pontos de ônibus tem a oportunidade de pegar um livro, levar para casa, ler e trazer e volta. A ideia é que os leitores também possam doar livros e deixar nos pontos do projeto para que outros leitores tenham acesso.
De acordo com os dos coordenadores do projeto Ponto do Livro, Weber Vieira de Souza, 22 anos, a ideia nasceu do chamado “bookcrossing”, conceito nascido os Estados Unidos, cuja prática é prática de deixar um livro num local público. O grupo adotou o nome da marca Ponto do Livro, usado em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
“Nós fazíamos muitas ações sociais, mas queríamos algo mais concreto, como uma forma de interagir com a comunidade. O ponto de ônibus abriga uma população flutuante, que muitas vezes desconhece o prazer de ler. É mais do que isso, é poder compartilhar com outras pessoas o que se absorveu com essa leitura”, disse Weber Vieira de Souza.
Por enquanto, o grupo instalou os pontos de distribuição na Praça Dona Josefina, em frente ao Colégio Nossa Senhora de Lourdes, e na Praça Dr. Augusto Silva, em frente ao Obelisco. O projeto colocou em circulação mais de 200 exemplares de livros e revistas com os mais variados temas.
Weber Vieira de Souza disse que o grupo formado por 22 pessoas criou uma rede com pontos de arrecadação de livros a serem usados no projeto. Eles ficam localizados na Livraria Crepaldi, Bioderme e Universidade Federal de Lavras (Ufla), entre outros. Ele informa que o projeto poderá ser implantado em outras cidades do Sul de Minas.
Descoberta

A reportagem do Lavras 24 Horas percorreu os pontos de distribuição, onde os estandes feitos com plástico residente, permitem que os livros e revistas ficam em exposição de forma permanente para que o público possa ver os exemplares. Nos dois locais os livros foram quase todos retirados pelo público. Os idealizadores alimentam os estandes semanalmente. Cada exemplar é carimbado para que se possa ter um panorama do fluxo do movimento dos livros a longo prazo.
A moradora Joaquina da Silva, 54 anos, ficou desconfiada em levar um exemplar para casa. “Pode levar mesmo? Nem sabia que existia esse projeto de leitura na cidade”. Outro morador que preferiu não se identificar, disse que desconfia que a ideia não dê certo por conta do vandalismo.
Weber Vieira de Souza, no entanto, afirmou que nenhum incidente foi registrado nos pontos de distribuição de livros no projeto na cidade. O Ponto do Livro mantém uma página no www.facebook.com/pontolavras .







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