Polícia Militar autua tutor por negligência a cão portador de leishmaniose

Motivados por denúncias anônimas, militares do Grupamento de Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras compareceram nessa quarta-feira, 4 de dezembro, em uma serralheria (em Lavras) onde um cão era mantido em situação de maus-tratos.

No local, havia um cão adulto mantido em situação de penúria, apático e com uma grave ferida no olho esquerdo, além de se apresentar extremamente magro. Perguntados, os tutores responderam que, há alguns meses, o cão foi diagnosticado com Leishmaniose Visceral Canina, mas não iniciaram o devido tratamento.

Dessa forma, por configurar crime ambiental de maus tratos, com pena prevista de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos , houve a condução de um tutor para a Delegacia de Polícia Civil de Lavras, onde foi apresentado à autoridade policial, além da lavratura da multa correspondente.

A A Leishmaniose Visceral Canina (LVC), segundo a Secretaria Estadual de Saúde/MG, é uma doença infecciosa, grave, não contagiosa, que acomete os cães. É transmitida por meio da picada da fêmea infectada do inseto flebotomínio, popularmente conhecido como mosquito palha.

Como se trata de uma grave zoonose, a partir do momento que o cão é confirmado para leishmaniose visceral, o resultado deve ser comunicado ao tutor que, por sua vez, deverá optar pela entrega do animal para a realização da eutanásia ou iniciar o tratamento adequado que, por muitas vezes é oneroso.

No caso em questão, devido à situação crítica e tardia do cão recolhido, foi acionada a Vigilância Sanitária de Lavras, que, após teste laboratorial e confirmação da doença, encaminharam-no ao setor de patologia da UFLA, onde foi realizada a eutanásia.

Para prevenção de casos como esses, importante observar sintomas como emagrecimento, apatia, queda de pelo, descamação e feridas na pele, febre irregular, conjuntivite e crescimento exagerado das unhas indicam necessidade de encaminhamento rápido ao médico veterinário.

As medidas mais utilizadas para prevenir a doença são:

– Controlar os vetores por meio da limpeza de quintais e terrenos, recolhendo folhas e galhos.

– Descartar adequadamente o lixo orgânico para que animais hospedeiros do parasita, como ratos e gambás, não se aproximem das casas.

– Utilizar medidas de proteção individual, como o uso de repelentes, especialmente no final da tarde e à noite, telas nas janelas e portas e mosquiteiros.

– Realizar limpeza periódica dos abrigos de animais domésticos.

– Uso de coleiras caninas com inseticida

Fonte: @pmmg.meioambiente

  

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