A tranquilidade dos moradores das proximidades da Câmara Municipal, na Avenida Pedro Sales, tem sido interrompida por episódios recorrentes de perturbação do sossego. Há pelo menos duas semanas, uma república instalada na região tem sido alvo de críticas e denúncias devido ao uso de som em volume excessivo e gritarias que se estendem durante o período noturno, afetando diretamente o descanso de quem reside no entorno.
Segundo relatos da vizinhança, os episódios de barulho são repentinos e tornaram-se frequentes nos últimos quatorze dias. O incômodo ultrapassa os limites da Lei do Silêncio e gera frustração entre os moradores, que afirmam estar com a rotina de sono e bem-estar prejudicada pelas atividades do imóvel vizinho.
A principal reclamação, contudo, recai sobre a falta de efetividade na fiscalização. Moradores afirmam que, ao acionarem a Polícia Militar, são informados de que outras denúncias sobre o mesmo endereço já foram registradas. Apesar disso, os relatos indicam que as viaturas chegam a passar pela avenida sem realizar a abordagem definitiva. Um dos principais entraves jurídicos para a ação policial é a necessidade de uma representação formal; para que a polícia tome providências legais mais severas, é preciso que um denunciante se identifique e assine a ocorrência.
Essa exigência acaba sendo o maior obstáculo no combate à poluição sonora. O receio de represálias e o desconforto de assinar um documento oficial contra vizinhos impedem que muitas queixas avancem para além do chamado telefônico. Sem uma vítima identificada que aceite representar formalmente, a atuação da autoridade policial fica limitada, muitas vezes, apenas à orientação verbal, o que nem sempre resolve o problema de forma definitiva.





