Novos radares com inteligência artificial flagram uso de celular ao volante e ausência do cinto de segurança

Tecnologias de fiscalização com inteligência artificial (IA) começam a ganhar espaço em rodovias brasileiras, trazendo novos recursos para coibir infrações e aumentar a segurança no trânsito. Os sistemas utilizam câmeras inteligentes, capazes de identificar irregularidades como uso de celular ao volante e ausência do cinto de segurança, mesmo em condições de baixa luminosidade, funcionando 24 horas por dia.

De acordo com especialistas e concessionárias, as imagens captadas passam por análise automatizada, mas nenhuma multa é aplicada sem a verificação final de um agente de trânsito, garantindo a legalidade e a precisão das autuações.

Um dos exemplos está em Ribeirão Preto (SP), onde a tecnologia passou a ser utilizada em trechos monitorados por concessionárias. Dados divulgados indicam que, entre julho e novembro de 2025, foram registradas milhares de infrações, principalmente por falta de cinto de segurança e uso do celular ao volante. Após a implantação do sistema, houve redução significativa no número de acidentes, segundo a administração responsável pela via.

Especialistas alertam que o uso do celular ao dirigir é uma das principais causas de acidentes. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, Antonio Meira, a prática provoca três tipos de distração: manual, visual e cognitiva. “A 80 km/h, olhar o celular por alguns segundos significa percorrer dezenas de metros sem atenção total à via”, destaca.

Além das câmeras fixas, a Polícia Rodoviária Federal também utiliza drones em operações específicas, como apoio à fiscalização da Lei Seca. Os equipamentos auxiliam na identificação de motoristas que tentam evitar bloqueios policiais, sempre atuando de forma complementar às abordagens presenciais.

As autoridades reforçam que o objetivo da tecnologia não é aumentar a arrecadação, mas mudar comportamentos e preservar vidas, reduzindo infrações que colocam motoristas, passageiros e pedestres em risco.

Compartilhe esta notícia:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest