Uma revelação envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master movimentou os bastidores políticos e financeiros do país neste fim de semana.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional com base em documentos apreendidos pela Polícia Federal, Lula teria aconselhado Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual durante uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.
De acordo com os relatos investigados, o banqueiro avaliava repassar o controle da instituição por valor simbólico diante da crise enfrentada pelo banco. Ainda conforme as informações divulgadas, Lula teria afirmado que o Banco Central teria “um novo presidente em breve”, numa referência à saída de Roberto Campos Neto e à chegada de Gabriel Galípolo.
As declarações teriam surgido em mensagens e anotações analisadas na Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
A repercussão foi imediata nos meios políticos e econômicos. Parlamentares da oposição passaram a questionar possível interferência política sobre o Banco Central, enquanto aliados do governo afirmam que a troca no comando da autoridade monetária já era pública e prevista pelo fim do mandato de Campos Neto.
Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou oficialmente o teor da conversa. Também não há, até agora, comprovação pública de interferência direta do presidente nas decisões do Banco Central.
O caso, porém, aumenta ainda mais a pressão sobre os bastidores do sistema financeiro e promete novos desdobramentos em Brasília.






