O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha “convicção” de que a chamada “taxa das blusinhas” seria uma medida positiva para o país. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
A medida previa a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras. Após forte desgaste popular e aumento da rejeição nas redes sociais e em pesquisas, o governo recuou e zerou a cobrança na última semana.
Segundo Lula, a proposta surgiu após pressão do varejo nacional, especialmente de empresários de São Paulo e Rio de Janeiro. O presidente afirmou que Haddad defendia a taxação como forma de proteger a indústria brasileira.
“Quando o Haddad fez, ele acreditava realmente que era uma coisa boa”, declarou Lula.
O petista também reconheceu que o governo acabou percebendo o impacto negativo da medida entre consumidores de baixa renda, principais usuários das plataformas internacionais de compras.
“Nós estávamos mexendo com uma parcela muito grande da sociedade. O rico, quando viaja, pode gastar até US$ 2 mil fora e não paga imposto. Cinquenta do povo incomoda”, afirmou o presidente.
A chamada “taxa das blusinhas” se tornou um dos temas de maior desgaste digital do governo nos últimos meses, com críticas vindas até de eleitores alinhados ao próprio campo governista.






