Funcionária investigada por agredir bebê em creche é encontrada morta; polícia apura possível existência de outras vítimas

A mulher de 51 anos investigada por maus-tratos contra uma bebê de apenas seis meses em uma creche municipal de Cerquilho, no interior de São Paulo, foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (1º), na cidade de Cesário Lange, localizada a cerca de 33 quilômetros de Cerquilho. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio consumado. Em respeito às recomendações para casos dessa natureza, a identidade da mulher não está sendo divulgada.

Ela era funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato e passou a ser investigada após câmeras de segurança registrarem uma agressão contra uma bebê no dia 23 de junho. As imagens, divulgadas nesta semana, mostram a criança brincando quando, sem qualquer motivo aparente, recebe um tapa no rosto, cai no chão e, minutos depois, é novamente agredida, quando a funcionária pressiona um pano com força contra o rosto da bebê.

Assim que tomou conhecimento das imagens, a Prefeitura de Cerquilho informou que afastou imediatamente a servidora de suas funções e comunicou o caso às autoridades competentes.

Segundo o delegado Emerson Jesus Martins, responsável pela investigação, o inquérito foi instaurado logo após a análise das gravações. A Polícia Civil chegou a solicitar à Justiça a prisão da investigada, mas o pedido ainda não havia sido apreciado até o momento em que ela foi encontrada morta.

As investigações, no entanto, não foram encerradas. A polícia busca identificar se outras crianças atendidas pela creche também podem ter sido vítimas de maus-tratos. O delegado orientou que familiares que suspeitem de situações semelhantes procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e colaborar com as apurações.

Até o momento, a Prefeitura de Cerquilho ainda não divulgou um posicionamento detalhado sobre a possibilidade de outras vítimas, mas informou que está colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

O caso causou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os mecanismos de fiscalização, monitoramento e proteção de crianças em unidades de educação infantil, especialmente após a divulgação das imagens de segurança que registraram as agressões.