A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai iniciar testes em sete cidades brasileiras com uma injeção semestral que previne o HIV com eficácia próxima de 100%. O objetivo é avaliar a viabilidade da implementação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
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O fármaco, chamado lenacapavir, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 12. Apesar da autorização, o medicamento ainda não está disponível no país e passará por estudos operacionais para analisar logística, adesão e custos dentro da rede pública.
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Atualmente, o SUS oferece desde 2017 a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em comprimidos de uso diário. A estratégia é altamente eficaz na prevenção do HIV, mas a necessidade de ingestão diária é considerada um dos principais entraves para a adesão contínua de parte da população.
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A proposta da injeção semestral é facilitar o acompanhamento e ampliar o alcance da prevenção, especialmente entre grupos que enfrentam dificuldades para manter o uso regular dos comprimidos. Especialistas avaliam que a nova tecnologia pode representar um avanço significativo no controle da epidemia de HIV no Brasil.
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Durante a fase de testes, a Fiocruz irá monitorar a aceitação do público, a capacidade de distribuição e o impacto da nova estratégia nos serviços de saúde. Os resultados devem subsidiar uma futura decisão do Ministério da Saúde sobre a incorporação do lenacapavir ao SUS.
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Caso seja implementada, a injeção semestral poderá se tornar uma alternativa complementar à PrEP oral, ampliando as opções de prevenção e fortalecendo as políticas públicas de enfrentamento ao HIV no país.






