A Polícia Militar de Minas Gerais detalhou, em coletiva realizada nesta quinta-feira (5), a cronologia da operação que parou Campo Belo após o assassinato do 3º Sargento Rodrigo da Silva Pereira. O crime, ocorrido por volta das 19h de quarta-feira, mobilizou imediatamente equipes locais e reforços de Lavras. Através de inteligência e tecnologia, a corporação identificou os envolvidos em tempo recorde, revelando uma trama de vingança contra o militar.
Segundo o comando da PM, as diligências levaram à captura de um suspeito que portava uma das armas do crime. Com informações estratégicas, os militares cercaram os esconderijos do segundo executor. Em um dos locais, uma pessoa ligada ao bando indicou o paradeiro exato do criminoso. Ao ser confrontado pela equipe tática, o indivíduo resistiu portando arma de fogo e iniciou um tiroteio. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O desfecho das investigações preliminares aponta para um atentado planejado. “Ficou muito claro, pela própria fala dos criminosos presos, que essa emboscada contra o Sargento Rodrigo ocorreu em virtude da atuação dele no combate ao crime”, afirmou o porta-voz da PMMG durante a coletiva. A execução teria sido uma retaliação de um grupo criminoso incomodado com o trabalho rigoroso do sargento contra a marginalidade na região.
Além das mortes em confronto, outras prisões foram efetuadas e armamentos foram retirados de circulação. A Polícia Militar ressaltou que a operação não terminou e que o policiamento permanece intensificado em Campo Belo e cidades vizinhas. Novas prisões são esperadas nas próximas horas, enquanto a corporação reafirma que não recuará diante de ataques contra seus integrantes.





