De rachadinha à disputa contra Cleitinho: Janones se aproxima de Lula mirando Governo de Minas

O deputado federal André Janones voltou ao centro das articulações políticas em Minas Gerais. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Janones se reuniu nesta quarta-feira (27) com a cúpula da Rede Sustentabilidade para discutir o cenário eleitoral de 2026 e a possibilidade de disputar o governo mineiro.

Nos bastidores, a movimentação chamou atenção não apenas pela candidatura em si, mas pelo contexto político envolvendo o parlamentar, que nos últimos anos enfrentou forte desgaste público após admitir envolvimento no caso das chamadas “rachadinhas” em seu gabinete. O episódio abalou sua imagem política e virou munição constante de adversários.

Ainda assim, Janones tenta reconstruir espaço no cenário nacional apostando em uma reaproximação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia da Rede seria justamente transformar o deputado em um palanque de Lula em Minas Gerais, estado considerado decisivo nas eleições presidenciais.

O plano surge após o enfraquecimento da tentativa de lançar o senador Rodrigo Pacheco ao governo estadual. Pacheco demonstrou resistência à candidatura, além das dificuldades de articulação entre o PT e partidos de centro.

Apesar da movimentação, a possível candidatura de Janones já provoca reações e ironias no meio político mineiro. Críticos afirmam que o deputado atualmente enfrenta dificuldades até para recuperar popularidade regional, enquanto aliados tentam vender a imagem de um nome competitivo para disputar o comando de Minas Gerais.

Do outro lado, o senador Cleitinho Azevedo aparece como um dos nomes mais fortes no estado, especialmente junto ao eleitorado conservador e popular. A eventual disputa entre Cleitinho e Janones promete colocar frente a frente dois estilos completamente opostos de comunicação e atuação política.

Nos corredores de Brasília, a avaliação é de que Janones aposta alto ao tentar transformar a proximidade com Lula em capital eleitoral. Resta saber se o eleitor mineiro estará disposto a embarcar novamente no projeto de um político que ainda carrega desgaste público significativo e que, segundo adversários, hoje teria dificuldade até para vencer eleição de síndico de prédio.

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