Ciência brasileira: Cão volta a andar após tratamento inovador com polilaminina

Um avanço científico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está devolvendo a esperança a tutores de animais com paralisia. O uso da polilaminina, uma substância que auxilia na regeneração de conexões nervosas, permitiu que cães com lesões graves na medula recuperassem os movimentos das patas, um feito considerado histórico pela medicina veterinária e pela bioengenharia nacional.

A polilaminina funciona como uma espécie de “ponte” biológica. Em casos de lesão medular, a comunicação entre o cérebro e os membros é interrompida. A substância, aplicada no local da lesão, estimula a reorganização das células nervosas e a criação de novas vias de transmissão de impulsos elétricos. O caso do cãozinho Teodoro, que voltou a dar passos após o tratamento, tornou-se o símbolo do sucesso da pesquisa liderada pela professora Tatiana Sampaio.

O estudo, que já dura mais de duas décadas, atingiu um novo patamar em 2026. Além dos resultados positivos em animais, a técnica já avançou para as primeiras fases de testes em humanos, com autorização da Anvisa para estudos clínicos mais amplos. Especialistas apontam que a polilaminina não apenas trata os sintomas, mas atua diretamente na recuperação estrutural do sistema nervoso lesionado.

Apesar do entusiasmo gerado pelos vídeos que circulam nas redes sociais, é importante ressaltar que o tratamento ainda é considerado experimental. Ele não está disponível para aplicação comercial em clínicas veterinárias comuns e faz parte de protocolos rigorosos de pesquisa científica. O próximo passo é a parceria com laboratórios para a produção em escala industrial e a conclusão de todas as fases de segurança exigidas pelos órgãos reguladores.

O Lavras24H destaca que essa é uma conquista da ciência 100% brasileira, colocando o país na fronteira da medicina regenerativa mundial e abrindo caminhos para o tratamento de paralisias que antes eram consideradas irreversíveis.