A história de Dannyele Catherine de Barradas Oliveira ganhou um novo capítulo na Justiça catarinense.
Em abril deste ano, a candidata, que é mulher trans, obteve uma decisão judicial que permitiu a realização do Teste de Aptidão Física (TAF) com os critérios femininos no concurso para soldado temporário da Polícia Militar de Santa Catarina. Após a autorização, ela realizou a prova, foi aprovada e teve o nome incluído na lista de classificados.
Natural do Piauí e atualmente moradora de Urubici, em Santa Catarina, Catherine é advogada e se identifica politicamente como de direita. Depois da aprovação no teste físico, ela avançou para a etapa de investigação social, procedimento utilizado pela corporação para avaliar a conduta e os antecedentes dos candidatos.

No entanto, acabou sendo considerada inapta nessa fase, o que motivou uma nova ação judicial. Segundo informações divulgadas, em 13 de junho um juiz determinou que a PMSC apresente, em até 48 horas, as razões formais para a reprovação e garantiu a reserva da vaga da candidata até a decisão definitiva do caso. O processo segue em análise no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
O caso reacende o debate sobre os critérios adotados em concursos públicos, especialmente em situações envolvendo identidade de gênero e a transparência dos processos de investigação social. Até o momento, não houve divulgação pública dos motivos que levaram à reprovação da candidata nessa etapa.







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