A temperatura subiu drasticamente no Congresso Nacional nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. A sessão da CPMI que investiga fraudes no INSS foi palco de uma confusão generalizada e agressões verbais que por pouco não terminaram em confronto físico direto. O tumulto teve início imediatamente após a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
A decisão foi tomada em uma votação simbólica que incluiu um pacote de 87 requerimentos. Assim que o resultado foi anunciado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, parlamentares da base governista avançaram em direção à mesa diretora em protesto. O clima de hostilidade tomou conta do plenário com empurrões e gritos de ordem, exigindo a intervenção imediata da Polícia Legislativa para garantir a integridade dos membros da mesa e evitar o agravamento da briga entre os deputados Rogério Correia e Evair Vieira de Melo.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, justifica a medida com base em mensagens interceptadas pela Polícia Federal. Segundo as investigações, o operador do esquema conhecido como Careca do INSS teria mencionado um repasse de 300 mil reais destinado ao filho do rapaz, termo que o relator associa diretamente a Lulinha. A suspeita é de que ele tenha atuado como sócio oculto em empresas que se beneficiaram de descontos indevidos em aposentadorias.
Enquanto a sessão era suspensa e a transmissão da TV Senado interrompida pelo caos, do lado de fora, manifestantes também iniciaram protestos contra e a favor da investigação. A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade e afirma que recorrerá ao STF, classificando a quebra de sigilo como uma manobra política para gerar desgaste às vésperas das eleições. Com o prazo da CPMI se encerrando em março, o episódio de hoje coloca o governo e a oposição em uma rota de colisão sem precedentes.





