O Banco Central do Brasil decidiu manter em sigilo por oito anos os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A classificação foi definida em novembro de 2025 pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e só permitirá o acesso público a partir de novembro de 2033.
A medida foi revelada em resposta a pedido da CNN Brasil com base na Lei de Acesso à Informação. Segundo o BC, a divulgação imediata dos arquivos poderia comprometer o interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país, além de prejudicar investigações e fiscalizações em andamento.
O Banco Master foi colocado em liquidação extrajudicial em 18 de novembro de 2025. A decisão ocorreu após identificação de grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O conglomerado, enquadrado no segmento S3, gerou um rombo estimado em dezenas de bilhões de reais, coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos, e envolveu centenas de milhares de investidores.
Para instituições como o Master, o prazo de restrição de oito anos segue a regulamentação vigente. Mesmo assim, a decisão reacende o debate sobre o equilíbrio entre sigilo bancário e transparência em um dos maiores casos financeiros recentes do país.
O processo de liquidação continua sob condução do liquidante nomeado pelo BC, que gerencia ativos e credores. A sociedade e órgãos de controle seguem atentos aos desdobramentos.





