O Colégio São Domingos, instituição privada tradicional localizada no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, suspendeu pelo menos cinco alunos do 9º ano do ensino fundamental (idades entre 13 e 15 anos) após a descoberta de mensagens misóginas compartilhadas em grupos não institucionais de WhatsApp.
Os estudantes criaram e circularam uma lista classificando colegas do sexo feminino como “mais ou menos estupráveis”, realizaram enquetes sobre as meninas e compartilharam figurinhas relacionadas a Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes de exploração e tráfico sexual de menores.
As alunas afetadas tomaram conhecimento do conteúdo na semana anterior, confrontaram os colegas, alertaram a coordenação e realizaram protesto interno na instituição em 12 de março. A direção confirmou ter tomado ciência dos fatos em 11 de março, aplicando suspensões aos envolvidos (três pela lista principal e dois pelas figurinhas de Epstein, conforme relatos), além de adotar medidas como acolhimento psicológico às estudantes, conversas educativas em sala de aula com turmas do fundamental e médio, formação de grupo de trabalho para apuração interna e indicação de encaminhamentos ao Conselho Tutelar.
Em nota oficial, a escola classificou as mensagens como de “caráter misógino” e “ofensivas”, em “total desacordo com os princípios e valores” da instituição, reforçando o compromisso com ações restaurativas e preventivas.
O episódio ocorre em paralelo ao caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, envolvendo jovens, e reforça a necessidade urgente de educação sobre respeito, consentimento, empatia e responsabilidade emocional, especialmente direcionada a meninos, para combater a normalização da violência de gênero desde a adolescência.
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