SUS vai oferecer terapia hormonal para pacientes com deficiência hormonal; medida amplia acesso ao tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer novos tratamentos hormonais para pacientes diagnosticados com hipogonadismo, condição em que o organismo não produz quantidades suficientes de hormônios sexuais, como testosterona e estrogênio.

A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar o acesso ao tratamento de pessoas que sofrem com problemas relacionados ao desenvolvimento sexual, puberdade tardia, infertilidade e outras consequências da deficiência hormonal.

Entre os medicamentos incorporados ao SUS estão diferentes formulações de testosterona, destinadas a homens e adolescentes com indicação médica, além do adesivo transdérmico de estradiol, utilizado para indução da puberdade em meninas com deficiência hormonal comprovada.

O hipogonadismo pode ser congênito, quando está presente desde o nascimento, ou adquirido ao longo da vida. A condição ocorre quando o cérebro não estimula adequadamente os testículos ou os ovários para a produção dos hormônios necessários ao desenvolvimento do organismo.

Especialistas destacam que a ampliação do tratamento representa um avanço no atendimento especializado e pode reduzir desigualdades no acesso à saúde, principalmente para pacientes que dependiam de centros de referência ou da rede privada para obter os medicamentos.

No entanto, médicos reforçam que a testosterona não deve ser utilizada para fins estéticos, ganho de massa muscular ou supostos tratamentos de rejuvenescimento. O uso do hormônio é indicado apenas em casos de deficiência comprovada e sob acompanhamento profissional.

A expectativa é que os novos tratamentos sejam disponibilizados gradualmente na rede pública de saúde nos próximos meses, seguindo protocolos clínicos e critérios de segurança estabelecidos pelo SUS.

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