{"id":247335,"date":"2019-08-07T16:00:58","date_gmt":"2019-08-07T19:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lavras24horas.com.br\/portal\/?p=247335"},"modified":"2019-08-07T16:07:40","modified_gmt":"2019-08-07T19:07:40","slug":"mais-de-2-milhoes-de-animais-morrem-atropelados-todos-os-anos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lavras24horas.com.br\/portal\/mais-de-2-milhoes-de-animais-morrem-atropelados-todos-os-anos-no-pais\/","title":{"rendered":"Mais de 2 milh\u00f5es de animais morrem atropelados todos os anos no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de 2 milh\u00f5es de animais de m\u00e9dio e grande porte morrem atropelados todos os anos em estradas, rodovias e ferrovias no Brasil, inclusive dentro de \u00e1reas que protegem ambientes naturais. As BRs 262, 471, 226 e 155 est\u00e3o entre as mais perigosas para a vida selvagem. \u00c9 o que revela um levantamento in\u00e9dito que percorreu quase 30 mil quil\u00f4metros, de norte a sul do Pa\u00eds, para uma pesquisa de p\u00f3s-doutorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o levantou dados sobre os impactos de estradas, rodovias e ferrovias em quase uma centena de parques nacionais e outras Unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais, estaduais e municipais. O trabalho in\u00e9dito ocorreu entre agosto de 2018 e junho de 2019. At\u00e9 ent\u00e3o, os efeitos dos atropelamentos de fauna n\u00e3o haviam sido avaliados em tamanha quantidade de \u00e1reas protegidas no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO objetivo foi realizar um diagn\u00f3stico nacional do efeito de rodovias e ferrovias nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de coletar dados sobre atropelamentos de fauna selvagem, avaliar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e coletar amostras de tecido de animais afetados por atropelamentos, realizamos a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental e promovemos cursos e palestras\u201d, explica o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e pesquisador respons\u00e1vel pela Expedi\u00e7\u00e3o Alex Bager. Seu p\u00f3s-doutorado acontece junto \u00e0 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O balan\u00e7o mostra que 2.163.720 animais de m\u00e9dio e grande portes s\u00e3o atropelados a cada ano no Pa\u00eds, inclusive dentro dos limites de \u00e1reas protegidas. Se forem somados os animais pequenos e as v\u00edtimas fora de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, o n\u00famero salta para 450 milh\u00f5es de mortes anuais de animais silvestres nas estradas, rodovias e ferrovias. As estimativas s\u00e3o do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da UFLA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a pesquisa de campo, foram encontrados 529 animais de m\u00e9dio e grande porte, como tatus, tamandu\u00e1s e capivaras. Desse total, 434 foram mam\u00edferos (82%), 62 aves, 32 r\u00e9pteis e um anf\u00edbio. A esp\u00e9cie mais afetada foi o cachorro-do-mato (210), seguido por tamandu\u00e1-mirim (43), tatus (40), tamandu\u00e1-bandeira (23) e capivara (23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros de atropelamentos para o cachorro do mato (<em>Cerdocyon thous<\/em>) podem representar uma perda superior a 1 milh\u00e3o de animais ao ano no Brasil. Trata-se da \u00fanica esp\u00e9cie morta por atropelamentos em todos os tipos de estradas &#8211; de alto ou baixo fluxo, pavimentada ou n\u00e3o pavimentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realizada com o aplicativo\u00a0<a href=\"http:\/\/cbee.ufla.br\/portal\/sistema_urubu\/urubu_mobile.php\">Urubu Mobile<\/a>, que fotografa e georreferencia animais e paisagem no entorno, a coleta dos dados privilegiou o registro de animais de maior porte. Esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o foram registradas, como tamandu\u00e1-bandeira, anta, lobo-guar\u00e1 e cachorro-vinagre. Amostras de tecidos foram coletadas de carca\u00e7as em bom estado para estudos sobre como os atropelamentos afetam essas popula\u00e7\u00f5es no curto e longo prazos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esfor\u00e7o de um ano tamb\u00e9m permitiu a elabora\u00e7\u00e3o de mapas que revelam onde os animais selvagens s\u00e3o mais ou menos atropelados no Pa\u00eds. Isso permitir\u00e1, por exemplo, a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es para melhorar a conserva\u00e7\u00e3o da vida silvestre, dentro e fora de \u00e1reas protegidas. Das regi\u00f5es mais preocupantes, merecem destaque as rodovias BR262, no Mato Grosso do Sul, a BR471, no extremo sul do Rio Grande do Sul, e o trecho entre Palmas (TO) e Paruapebas (PA) das BRs 226 e 155. A expedi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identificou trechos ainda n\u00e3o reconhecidos como problem\u00e1ticos para a vida selvagem, por exemplo na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, durante a expedi\u00e7\u00e3o, quase 800 pessoas participaram de minicursos sobre\u00a0<em>Monitoramento de Fauna Selvagem Atropelada<\/em>\u00a0e das palestras\u00a0<em>Infraestrutura Vi\u00e1ria e Biodiversidade<\/em>. Tamb\u00e9m foram promovidas exposi\u00e7\u00f5es com fotos e mapas, atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental e divulgados diagn\u00f3sticos sobre impactos de infraestrutura vi\u00e1ria nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1T85F0u05T0OrwaeiFk0JPsVbbdZvb1Jd?usp=sharing\">aqui<\/a>\u00a0mapas e fotos da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em><strong>Assessoria Urubu na Estrada<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Mais de 2 milh\u00f5es de animais de m\u00e9dio e grande porte morrem atropelados todos os anos em estradas, rodovias e ferrovias no Brasil, inclusive dentro de \u00e1reas que protegem ambientes naturais. 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