A Universidade de São Paulo (USP) decidiu anular o concurso público para a vaga de professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, mesmo após o Ministério Público emitir parecer afirmando não haver indícios que justificassem a anulação. A decisão gerou controvérsia dentro da instituição e entre especialistas da área.
O processo seletivo havia sido concluído em novembro de 2024, com a nomeação da professora Érica Cristina Bispo para o cargo. No entanto, um recurso foi apresentado questionando a isenção da banca avaliadora, o que levou ao cancelamento do resultado — decisão que agora é vista por muitos como um retrocesso institucional e um precedente preocupante para a autonomia universitária e para a valorização das literaturas africanas nos currículos acadêmicos.
Apesar do parecer do Ministério Público descartar irregularidades no concurso, o Conselho da USP manteve a decisão de anular o processo. Procurada pela imprensa, a universidade não comentou o caso até o momento.
O episódio reacende debates sobre representatividade, critérios de seleção e transparência nos concursos docentes das universidades públicas brasileiras.





