Servidores não concordam com proposta do governo sobre 13º

23/02/2019

 

 

Servidores da segurança pública de Minas Gerais recusaram a proposta do governador Romeu Zema (Novo) para quitar o 13° da classe. O Governo de Minas Gerais propôs pagar 80% do benefício até maio e os outros 20% até junho. A medida valeria apenas para o setor de segurança.

A proposta foi definida após duas horas de reunião entre o governador e deputados que representam a classe da segurança. Além disso, Zema se comprometeu em buscar recursos suplementares diretamente com a União para auxiliar na antecipação do pagamento do subsídio para as demais categorias do funcionalismo. Segundo o presidente da Associação dos Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Minas Gerais (Ascobom), sargento Alexandre Rodrigues, os servidores rejeitaram a proposta e devem organizar novos protestos. “A proposta não agradou os servidores e, com isso, decidimos pela não aceitação. Uma nova reunião será realizada para discutir isso com os deputados estaduais e federais que representam a classe”, disse o sargento.

Alexandre explica que novos protestos devem ser realizados durante o período festivo do Carnaval, entretanto, não há possibilidade de que as equipes de segurança parem de trabalhar. “Nós não vamos parar o serviço, vamos parar a cidade, assim como fizemos hoje. Acredito que cenas como as vistas no Espírito Santo não vão se repetir em Minas, pelo menos por enquanto. Mas, se esse governo não resolver isso em, no máximo, um ano, a situação pode piorar”, afirma.

Protesto

Policiais civis, militares, bombeiros militares e agentes penitenciários e socioeducativos fecharam a rodovia MG-10 nos dois sentidos, no início da noite desta sexta-feira (22), em frente à Cidade Administrativa. A razão do protesto é contra o parcelamento dos salários e o pagamento do 13º em 11 parcelas, conforme anunciado pelo governador Romeu Zema (Novo). Os servidores cobram também o reajuste de 27% referente a perda salarial da classe nos últimos quatro anos. De acordo com o presidente da Ascobom, os militares também querem espaço para dialogar com o governo. “Esse governo é mais complicado do que o anterior. Para conseguir uma reunião com eles hoje, tivemos que forçar a barra. Viemos para o protesto e chamamos os deputados e, só assim, conseguimos uma reunião. Ele precisa abrir mais espaço para discutir com sindicatos e associações”, afirma Alexandre.

Multa

Por conta dos protestos que interditaram a MG-10 por mais de duas horas, o governo determinou a aplicação de uma multa de R$ 50 mil às lideranças do movimento por hora de interrupção do trânsito. Segundo o Estado, a multa foi estipulada pela 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias, por volta das 13h, quando a manifestação nem tinha ocorrido. E informou que a penalidade já estava valendo desde o início da tarde. Alexandre diz que desconhece a multa e que não foi notificado. “O protesto não foi organizado por nenhuma associação. São grupos independentes que estão mobilizados em protesto contra essa situação imposta pelo governo, nós somente apoiamos. Não há, neste caso, razão para a aplicação de multa”, diz.

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