O ano de 2025 marcou um dos piores desempenhos das estatais federais desde o início das séries oficiais. De acordo com dados divulgados pela CNN Brasil e boletins recentes de monitoramento econômico, as empresas controladas pela União acumularam déficits bilionários, superando inclusive os resultados negativos registrados durante o período crítico da pandemia.
Entre janeiro e agosto, o conjunto das estatais controladas pelo governo federal somou um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões, enquanto o déficit primário no período atingiu R$ 18,5 bilhões, recorde histórico. Especialistas apontam que parte das perdas está associada a decisões de gestão, aumento de despesas operacionais e dificuldades de retomada financeira em setores estratégicos.
Embora o governo ressalte sinais positivos da economia — como crescimento do PIB e redução do desemprego — economistas alertam que o desequilíbrio nas contas das estatais pressiona a credibilidade fiscal e pode se tornar um risco para o planejamento de investimentos públicos nos próximos anos.
A deterioração do resultado reacendeu o debate sobre eficiência da máquina pública, governança corporativa e a necessidade de revisão em políticas de subsídios e aportes estatais. Analistas do mercado financeiro classificaram 2025 como um dos anos mais desafiadores para o setor estatal, projetando impacto direto na confiança de investidores e na percepção de risco do país.
Apesar disso, autoridades econômicas afirmam que ainda não há sinais de colapso generalizado, mas admitem que o cenário exige controle rígido de gastos e reestruturação urgente de empresas deficitárias para evitar agravamento das contas públicas.
O governo Lula ainda não apresentou, até o momento, um pacote detalhado de medidas para reverter o rombo, mas negociações internas devem orientar os próximos passos da política fiscal.





