Por Diego Nascimento: Desagradável

24/06/2019

 

 

Hoje falaremos um pouco sobre a importância da harmonia em nosso convívio com as pessoas. Lido com gente o tempo todo e, por isso, tenho a oportunidade de esbarrar em indivíduos que por escolha (repito: por escolha) têm falas e posturas extremamente desagradáveis em casa, em eventos sociais e até no local de trabalho. Para facilitar a compreensão, listarei alguns exemplos práticos de inconveniência. Continue comigo e reflita sobre este importante tópico ligado à Comunicação.

Cenário 1: Z é uma jovem prepotente e não mede esforços para dizer que é a “dona da verdade.” Diariamente, Z é pivô de comentários desagradáveis sobre algum parente, vizinho ou colega de universidade. Esse tipo de ato inconveniente acontece no horário do almoço e, por mais que seus pais tenham advertido, Z faz qualquer receita da vovó se tornar indigesta. O uso de palavras de baixo nível e a falta de respeito com familiares são duas outras características que tem manchado o histórico de Z. 

Cenário 2: Y quer crescer rápido na empresa. Apesar de ter habilidades administrativas, nosso personagem não perde a oportunidade de fazer com que o colega de trabalho se sinta incompetente e frágil. Nos últimos tempos, Y tem optado por criar cenários de medo e intimidação para mostrar uma imagem de força e liderança. Além disso, essa figura domina a arte de ser desagradável por meio de palavras e decisões tomadas muito longe dos princípios da sabedoria.

Tenho absoluta certeza de que você conhece ou já ouvir falar de relatos parecidos aos que descrevi. Acontecem a cada minuto em lares e empresas no mundo inteiro. No Cenário 1, Z sente prazer nos efeitos do “ser desagradável” simplesmente para marcar presença e ser rotulada como uma pessoa difícil. Já no 2, Y é a prática descrição de quem quer subir na vida pisoteando os outros. Em nenhuma hipótese precisamos ser alguém vil para mostrar autoridade ou serviço. Na Bíblia Sagrada, encontramos bons exemplos de liderança e o apóstolo Paulo é um deles. Em sua carta aos Filipenses, capítulo 2, verso 3, aprendemos o oposto do que tem sido ensinado em determinadas palestras e treinamentos por aí. Paulo diz: “Nada faça por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos.”

Termino alertando que vale muito mais sermos lembrados pelo bem que fizemos do que pelo mal que deixamos. Ser desagradável é uma escolha dolorosa, nociva e contraria princípios básicos de gestão e relacionamento humano. Toda semente gera um fruto: qual será a colheita que estamos prestes a fazer? Pensemos nisso!

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