Graças a uma parceria criativa, os detentos do Presídio de Campo Belo, no Território Oeste, passaram a ser atendidos por um clínico geral da Prefeitura, dentro da sala de enfermagem. Em contrapartida, os moradores da cidade ganharam a assistência da terapeuta ocupacional que atende os presos da cidade. A troca, sem custos para as duas partes, ocorre todas as terças-feiras, das 7h às 11h.
Além da humanização do atendimento, a iniciativa trouxe uma redução no número de escoltas de presos para consultas em postos de saúde. O diretor-geral do Presídio de Campo Belo, Marco Aurélio Pereira Carvalho, conta que ocorriam, em média, por semana, dez escoltas com essa finalidade. “A redução desse fluxo trouxe inúmeros benefícios para o presídio, para a comunidade, para os presos e seus familiares”, afirma Aurélio.
A segurança também sai ganhando com o reforço dos agentes que deixam de ser empenhados nas as saídas e passam a compor a escala, inclusive, de movimentação de detentos para a escola e as frentes de trabalho no estabelecimento prisional. Marco Aurélio cita também a redução de gastos com combustível e manutenção de veículos.
A proposta e seus resultados
A terapeuta ocupacional Aracelli Resende foi quem tomou a iniciativa de propor a parceria. Ela já está atendendo semanalmente o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) e o Centro Viva Vida de Campo Belo.
Já o clínico geral, Richardson Ribeiro Repeker, começou a trabalhar no presídio há quatro semanas e já atendeu 42 detentos. Um deles foi Donizete Ferreita, de 62 anos, que havia parado de trabalhar na horta por causa de uma inflamação no nervo ciático. Com os remédios receitados pelo médico, ele já voltou à ativa. “Não conseguia nem pisar no chão”, conta Donizete.
O quadro de pessoal do núcleo de saúde do Presídio de Campo Belo é composto também por dois psicólogos, dois enfermeiros, uma auxiliar de enfermagem e três assistentes sociais.
Fonte: Agência Minas






