Paralisação dos Correios: Em Lavras funcionamento continua normalmente

Publicado em 18/09/2015
Imagem ilustrativa extraída da internet.

Desde terça-feira (15), a paralisação dos Correios atinge diversas regiões do país se concentrado em Centros de Distribuição. Em nota a empresa informou que em Minas Gerais, as agências estão abertas e os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis. Segundo o último levantamento da empresa realizado na quarta-feira (16) , 90,69% do efetivo dos Correios não aderiu à paralisação — o que corresponde a 108.185 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

Nesses locais, o movimento está concentrado na área de distribuição — do total de 28.569 carteiros que deveriam trabalhar na quarta-feira, nas localidades em que há paralisação, 9.750 não compareceram (34,13%). No Estado, 403 empregados aderiram ao movimento, o que representa somente 3,3% do efetivo total no Estado (13 mil funcionários). Nas regiões da Zona da Mata e do Triângulo Mineiro não há paralisação. A adesão concentra-se em Belo Horizonte e região.

Em Lavras, segundo a assessoria de imprensa dos Correios, apenas um funcionário da área operacional não compareceu ao trabalho nesta quinta-feira (17), o efetivo total da cidade é de 37, e o atendimento nas agências está funcionando normalmente.

Ainda de acordo com a asssessoria, nos locais do estado onde há paralisação, os Correios estão aplicando o Plano de Continuidade de Negócios, que inclui ações como deslocamento de empregados entre as unidades, apoio de pessoal administrativo e realização de horas extras. Caso haja necessidade, a empresa também pode promover mutirões para entrega nos fins de semana. Os serviços de hora marcada postados e entregues no mesmo Estado foram mantidos nas localidades em que não há paralisação.

O motivo da paralisação é o reajuste salarial, o Tribunal Superior do Trabalho ( TST ) ofereceu aos trabalhadores reajuste linear de R$ 200 em forma de gratificação, sendo R$ 150 em agosto e R$ 50 em janeiro de 2016, o que representa um aumento de cerca de 15% sobre o salário base inicial dos agentes de Correios (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo).

A proposta do TST inclui ainda manutenção do plano de saúde dos trabalhadores da forma como é hoje e reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche/babá a partir de agosto de 2015, entre outros pontos.

Segundo os Correios, a proposta foi aceita por 16 dos 36 sindicatos da categoria.

Na quarta-feira (16), os Correios ingressaram com ação de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A empresa tomou a iniciativa devido à divisão dos trabalhadores em relação à proposta de acordo coletivo apresentada pelo vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra, na última sexta-feira. Na noite de ontem, dos 36 sindicatos dos Correios no Brasil, 17 decidiram não deflagrar paralisação, sendo que 16 aceitaram a proposta do TST. Não houve, portanto, maioria suficiente para a assinatura de acordo.

Com isso, a empresa retoma sua última proposta que propõe reajuste de 6% nos salários (3% retroativos a agosto e 3% em janeiro de 2016), além de outros itens.

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