Minas Gerais foi o estado com o maior número de assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025, ao lado do Ceará, com oito casos cada. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Nesta quinta-feira (29/1), é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data voltada à promoção da cidadania e dos direitos dessa população.
Casos registrados em Belo Horizonte chamaram a atenção ao longo do ano. Alice Martins Alves, de 33 anos, morreu após ser espancada na região da Savassi, em um episódio que teria começado por uma dívida de R$ 22. Já Christina Maciel, de 45 anos, foi assassinada pelo namorado em via pública, no bairro Venda Nova. Os episódios evidenciam a vulnerabilidade enfrentada por pessoas trans e travestis e reforçam o debate sobre políticas públicas de proteção.
Em todo o Brasil, 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas em 2025. Segundo a Antra, houve uma redução de 34% em relação a 2024, quando foram registrados 122 casos. Em comparação com 2023, que teve 145 registros, a queda é ainda mais expressiva.
Apesar da redução numérica, a entidade alerta que os dados não significam, necessariamente, maior segurança. De acordo com o relatório, pode haver subnotificação e ausência de produção adequada de informações, o que dificulta a real dimensão da violência contra essa população no país.
Fonte: OTempo





