A quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelou uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro deste ano. Os dados, obtidos pela CPMI do INSS e divulgados nesta quinta-feira (5), detalham transações em uma conta do Banco do Brasil que somam R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos no período de quatro anos.
Entre os registros, chamam a atenção três transferências realizadas pelo presidente da República para o filho, totalizando R$ 721,3 mil entre julho de 2022 e dezembro de 2023. A defesa de Fábio Luís justificou que os repasses do pai referem-se a adiantamento de herança, ressarcimento de despesas da época em que Lula esteve preso ou empréstimos ligados à empresa L.I.L.S. Palestras.
A investigação sobre as contas de Lulinha foi autorizada no âmbito da CPMI que apura fraudes no INSS. O foco recai sobre uma possível relação comercial entre o empresário e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careco do INSS. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, já havia validado o acesso da Polícia Federal aos dados financeiros para apurar se há vínculos com as irregularidades investigadas no órgão previdenciário.
Em nota, os advogados de Fábio Luís classificaram as fontes de renda como legítimas e criticaram a condução do inquérito. Segundo a defesa, não há qualquer elemento que conecte as movimentações financeiras do empresário aos supostos esquemas de fraude no INSS, objeto central da comissão parlamentar. Os dados agora seguem sob análise técnica das autoridades competentes.
Fontes: Jornal O Globo, G1 e Agência Senado.



