Janja defende sua fala na China sobre Tik Tok: ‘Não há protocolo que me faça calar’

Em meio à repercussão de sua declaração durante visita oficial à China, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reafirmou nesta segunda-feira (20) sua posição sobre os efeitos das redes sociais, especialmente o TikTok, entre os jovens. “Não há protocolo que me faça calar”, disse ela em evento público em Brasília, ao comentar as críticas que recebeu após abordar o tema diante de autoridades chinesas.

Durante a passagem pela China, Janja alertou para o impacto do uso excessivo do TikTok no Brasil, relacionando a plataforma ao aumento de problemas de saúde mental entre adolescentes. A fala gerou incômodo entre diplomatas e setores do governo, que consideraram o comentário “inoportuno” no contexto da missão oficial de fortalecimento das relações bilaterais com o país asiático — sede da empresa dona da rede social.

Janja, por sua vez, reforçou que sua fala foi pautada por dados e pela preocupação com o bem-estar das novas gerações. “Tenho o direito — e o dever — de alertar para questões que afetam a juventude brasileira. Isso não é interferência, é responsabilidade social”, afirmou.

A primeira-dama também lembrou que tem atuado ativamente em pautas relacionadas à saúde mental, combate à desinformação e à violência digital, e que continuará usando sua posição para abrir diálogos importantes. “Não sou diplomata, sou cidadã e mulher pública. Não estou aqui para agradar, mas para contribuir com um país melhor.”

A declaração reacendeu o debate sobre o papel das primeiras-damas em agendas internacionais e a autonomia para se posicionarem em temas sensíveis. Aliados do governo avaliam que Janja tem exercido um protagonismo cada vez maior e que isso faz parte de uma mudança de postura sobre o papel da mulher na política.

Apesar das críticas, Janja recebeu apoio de movimentos sociais, especialistas em comunicação e saúde, além de parlamentares da base aliada. A expectativa é que o governo federal discuta, nos próximos meses, medidas para lidar com o uso excessivo de redes sociais por crianças e adolescentes no país.

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