Em uma virada surpreendente nas últimas horas desta terça-feira, o Irã confirmou a aceitação de um cessar-fogo temporário de duas semanas com os Estados Unidos e sinalizou a reabertura controlada do Estreito de Ormuz. A decisão ocorre minutos antes do prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, que ameaçava ataques devastadores contra infraestrutura iraniana caso não houvesse acordo.
O anúncio foi feito pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que aceitou a pausa no conflito e autorizou negociações em Islamabad a partir de sexta-feira. O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que, durante as duas semanas, a passagem segura de navios comerciais pelo estreito será possível mediante coordenação com as Forças Armadas iranianas, respeitando limitações técnicas.
Trump, por sua vez, publicou em rede social que, com base em conversas com o primeiro-ministro e o chefe do Exército do Paquistão, suspendeu os bombardeios por duas semanas, condicionado à abertura completa, imediata e segura do estreito. Ele classificou a proposta iraniana de 10 pontos como uma base viável para negociações futuras, destacando que quase todos os pontos de discórdia já foram alinhados.
O Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, estava sob forte restrição iraniana desde o início do conflito, o que elevou os preços globais de energia. A trégua temporária alivia imediatamente a tensão e abre espaço para um possível acordo mais duradouro.
Analistas avaliam que o recuo mútuo evita uma escalada catastrófica, mas alertam que o sucesso dependerá do cumprimento dos termos nas próximas semanas. O mundo acompanha de perto os próximos passos das negociações mediadas pelo Paquistão.





