Haddad mantém defesa da “taxa das blusinhas” e diz que não mudou de opinião após recuo de Lula
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad voltou a defender a chamada “taxa das blusinhas”, mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuar da medida e zerar a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50.
Em entrevista publicada neste domingo (1º), Haddad afirmou que continua acreditando que a taxação era necessária para equilibrar a concorrência entre o comércio nacional e as plataformas estrangeiras. “Eu não mudei de opinião”, declarou o petista.
Segundo Haddad, lojas físicas brasileiras não podem pagar mais impostos do que empresas estrangeiras que vendem diretamente ao consumidor pela internet. Ele também destacou que os governos estaduais continuam cobrando ICMS sobre essas compras, mesmo após o fim da tributação federal.
A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em 2024 após aprovação do Congresso Nacional e previa a cobrança de 20% de imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50. Em maio deste ano, porém, Lula editou uma medida provisória zerando a alíquota federal, após forte desgaste político e críticas de consumidores.
Dias antes, o próprio presidente havia afirmado que Haddad acreditava que a medida era positiva para proteger a indústria e o varejo nacionais, mas reconheceu que o governo enfrentou forte pressão popular para revogar a cobrança.
A declaração de Haddad ocorre em meio à sua pré-campanha ao governo de São Paulo e reacende um dos temas que mais geraram desgaste para o governo federal entre consumidores de plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.






