Governo Zema é investigado por suposta espionagem contra opositores

A crise em torno da privatização da Copasa ganhou um novo capítulo. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou que o presidente indicado pelo governo Zema, Fernando Passalio, apresente explicações, em até 72 horas, sobre a contratação de uma consultoria para monitorar autoridades, deputados estaduais, imprensa e até membros do próprio Tribunal durante a tramitação do projeto de venda da estatal.

A cobrança surgiu após 18 deputados estaduais protocolarem uma representação denunciando o uso de recursos públicos para acompanhar, em tempo real, parlamentares envolvidos no debate da privatização. Segundo a denúncia, a Copasa contratou a consultoria Ernst & Young (EY) por cerca de R$ 7 milhões para levantar perfis, mapear posicionamentos e monitorar a movimentação de autoridades enquanto o Executivo pressionava pela aprovação do projeto.

O caso provocou forte repercussão na Assembleia Legislativa, onde a privatização segue enfrentando resistência. A representação aponta possível desvio de finalidade e uso político de dinheiro público, enquanto parlamentares da oposição falam em um “esquema de vigilância institucional”.

A Copasa afirma que todas as contratações seguem critérios de governança e compliance e que irá fornecer todas as informações solicitadas ao TCE-MG.

A investigação agora avança no Tribunal, que busca esclarecer se o contrato teve finalidade regular ou se realmente houve monitoramento político indevido, elevando ainda mais a temperatura no debate sobre a venda da companhia mineira de saneamento.

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