Governo aumenta imposto sobre cigarros para compensar redução sobre combustíveis

O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, um pacote de medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis. Entre as ações está a isenção de tributos sobre o querosene de aviação e o biodiesel, além de subsídios ao diesel, com custo estimado em bilhões de reais. Para compensar a perda de arrecadação, o Executivo decidiu elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados incidente sobre cigarros.

A alíquota específica do IPI vai subir de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço ou box com 20 unidades. O preço mínimo de venda no varejo também aumentará, de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida deve gerar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita extra ainda em 2026, segundo o Ministério da Fazenda.

O ministro Dario Durigan afirmou que o ajuste no cigarro, somado a outros fatores como o aumento do imposto de exportação sobre petróleo e a alta na cotação do barril, vai equilibrar as contas públicas sem impactar o bolso do consumidor de combustíveis. A iniciativa faz parte de um esforço maior para mitigar os efeitos da volatilidade internacional do petróleo, agravada por tensões no Oriente Médio.

Especialistas observam que aumentos anteriores no imposto do cigarro ajudaram a reduzir o consumo e elevar a arrecadação, embora o setor de tabaco critique o impacto sobre a indústria. A medida entra em vigor nos próximos meses e reforça a estratégia de usar tributos sobre produtos nocivos à saúde como ferramenta fiscal.

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