Entenda a polêmica envolvendo a Ortobom e a Justiça
A fabricante de colchões Ortobom foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma multa de R$ 300 mil. O motivo foi a falta de mulheres em cargos de chefia em uma unidade no Paraná, onde todas as 24 vagas de gerência e subgerência eram ocupadas apenas por homens. A Justiça considerou que a empresa praticou discriminação de gênero por não dar oportunidades iguais.
O caso ganhou uma reviravolta que chamou a atenção do país. Uma semana depois dessa decisão, o Superior Tribunal de Justiça transformou em ré uma procuradora que chefiava o órgão que processou a Ortobom na época. Ela é acusada de desviar R$ 6,9 milhões de multas de outros processos para uma ONG que ela mesma ajudou a criar e coordenava.
A situação gerou um grande debate sobre o uso do dinheiro dessas penalidades. De um lado, a Justiça pune empresas para garantir direitos e igualdade.
Do outro, a denúncia contra a procuradora levanta um alerta sobre a falta de fiscalização e o risco de o dinheiro dessas multas milionárias ser direcionado para interesses pessoais.
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