Em Lavras, além dos sons tradicionais do cotidiano — como o sino das igrejas, o trem ao longe e o movimento do comércio — um outro ruído tem se destacado: o barulho intenso de motos com escapamento modificado, muitas vezes em horários de descanso.
Nos últimos meses, moradores de diferentes bairros relatam incômodo com aceleradas bruscas durante a noite e em áreas residenciais. O tema tem gerado debate sobre convivência urbana e limites do barulho na cidade.
Entre as possíveis motivações apontadas estão a busca por visibilidade, a afirmação social dentro de grupos e a chamada cultura automotiva. No campo do humor popular, há ainda quem brinque que o som alto serviria para “avisar o Ricardão que já está chegando” — teoria que, claro, fica por conta do imaginário lavrense.
Por outro lado, o excesso de ruído impacta diretamente trabalhadores, idosos, crianças e pessoas sensíveis a sons intensos. Vale lembrar que a retirada ou modificação do escapamento é irregular segundo as normas de trânsito, podendo resultar em multa, pontos na CNH e até apreensão do veículo.
Em uma cidade como Lavras, onde todos se conhecem — ou pelo menos se escutam — o desafio segue sendo equilibrar estilo pessoal e respeito coletivo.





