DENGUE: mais de mil casos foram registrados em Lavras em 2014

Publicado em 29/01/2015
A eliminação do mosquito transmissor é a melhor forma de se proteger contra a doença
A eliminação do mosquito transmissor é a melhor forma de se proteger contra  a doença

A eliminação do mosquito transmissor é a melhor forma de se proteger contra a doença

O verão é a época de maior incidência dos casos de Dengue, as chuvas ocasionais mesmo escassas e o calor contribuem para que o mosquito Aedes aegypti se reproduza e coloque seus ovos em pequenas quantidades de água limpa.

Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Sáude, em 2014 foram registrados 587,8 mil casos de dengue no Brasil. Uma queda de 59% se comparado a 2013, quando 1,4 milhão de casos foram confirmados.

Em Lavras, de acordo com o Setor de Dengue, vinculado à Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretária Municipal de Saúde, em 2014, foram 1.767 notificações registradas junto ao Ministério da Saúde, ou seja 1.767 casos suspeitos da doença, mas o número confirmado foi de 1.382, o que é considerado uma epidemia.

Segundo Ernani Martins Costa – responsável pelo Setor da Dengue no município, “a falta de consciência das pessoas é o principal motivo do número de casos de dengue, o famoso achar que nunca irá acontecer comigo ou com a minha família leva a proliferação do mosquito.”

Este ano, até o momento, 31 casos suspeitos da doença aguardam o resultado dos exames de sangue que são encaminhados para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, o prazo para confirmação ou não dos resultados é de 15 a 30 dias.

As notificações foram registradas em pessoas que moram nos bairros: Lavrinhas, Nossa Senhora de Lourdes, Joaquim Sales, Cruzeiro do sul, Inácio Valentim-Centro, Cohab, Serra Verde, Centenário, Jardim Glória, José de Moura Amaral, Vila Mariana e Vila Paraíso.

De acordo com Ernani, assim que uma notificação é feita já começa o trabalho da Vigilância em Saúde, a primeira medida é o tratamento focal especial (TPVE), quando é feito o combate às larvas do mosquito, visitando as residências da área e aplicando larvicidas .Depois é feita a aspersão aeroespacial de inseticidas em ultrabaixo-volume (UBV), popularmente conhecido como o “fumacê”. O fumacê é feito numa área de 300 m², cerca de 5 a 9 quarteirões de onde a pessoa com suspeita de dengue reside.

Este ano a grande preocupação do Ministério da Sáude é com a Febre Chikungunya, até o dia 27 de dezembro de 2014, 2.258 casos da infecção pelo vírus Chikungunya foram diagnosticados no Brasil, em diversos estados. A febre chikungunya é uma doença parecida com a dengue. Na fase aguda a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, dores musculares, erupções na pele, conjuntivite e dores nas articulações. Mas ao contrário do que acontece com a dengue, não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves. A dengue e a Chikungnya são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Agentes de endemias. Foto: Divulgação Prefeitura Municipal de Lavras

Agentes de endemias. Foto: Divulgação Prefeitura Municipal de Lavras

Para evitar a proliferação do mosquito, a cerca de 55 agentes da dengue visitam as residências em Lavras. Em uma parceria com as imobiliárias, eles visitam também as casas fechadas para eliminar possíveis focos. Quando há um número maior de notificações em um determinado lugar é realizado um mutirão como o que irá ocorrer neste sábado (31), nos bairros Lavrinhas e Nossa Senhora de Lourdes das 7h às 13h. Os agentes de endemias visitarão as residências para fiscalizar e orientar os moradores. Será feita ainda a limpeza dos bairros por meio da capina, varrição, além da retirada do lixo e entulhos. O objetivo é conscientizar a população sobre a necessidade de adotar medidas para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças. O mutirão será realizado por meio da Vigilância em Saúde, em parceria com as secretarias de Obras e Meio Ambiente. O evento contará com a participação do bloco carnavalesco “A Nóis Aqui Outra Vez”, que realizará uma apresentação para animar a população.

Confira abaixo dez dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti

1. Acondicionar e dar destino adequado ao lixo;

2. Eliminar pratos de vasos de plantas;

3. Manter bebedouros de animais limpos e trocar a água diariamente;

4. Manter as caixas de água limpas e devidamente tampadas;

5. Eliminar adequadamente os pneus ou mantê-los abrigados das chuvas;

6. Manter limpas as calhas e demais possíveis depósitos de água suspensos;

7. Manter as piscinas tampadas, com algum tipo de cobertura que evite o acúmulo de água;

8. Manter os tampos de vasos sanitários e ralinhos de banheiro fechados;

9. Manter limpas bandejas de ar condicionado e geladeiras que possam acumular água;

10. Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.

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