A estreia do Cruzeiro no Brasileirão 2026 deixou mais perguntas do que respostas. A goleada sofrida diante do Botafogo não foi apenas um tropeço fora de casa. Foi um retrato incômodo de um time que ainda parece distante do nível que o campeonato exige.
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O problema não esteve só no placar elástico. O que mais incomodou foi a forma. O Cruzeiro até tentou competir nos minutos iniciais, mas bastou o adversário acelerar para a equipe se perder em campo. A partir do primeiro gol, a organização desmoronou e o time passou a correr atrás da bola, sem padrão e sem reação.
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Defensivamente, os espaços apareceram em excesso. Faltou cobertura, sobrou lentidão e os erros de posicionamento foram punidos sem piedade. No ataque, pouca inspiração. Quando precisou ser agressivo, o Cruzeiro foi previsível e facilmente neutralizado.
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É cedo para cravar cenários, mas também é impossível ignorar os sinais. O elenco ainda busca identidade, o entrosamento parece incompleto e as escolhas em campo levantam dúvidas. Em um Brasileirão cada vez mais competitivo, margem para noites como a de ontem é mínima.
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A derrota escancara a necessidade de ajustes imediatos. Mais intensidade, mais organização e, sobretudo, mais personalidade. O Cruzeiro precisa reagir rápido para que a estreia não vire símbolo de um início de temporada turbulento.
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O campeonato é longo, mas o relógio não espera. E o Cruzeiro já começa 2026 devendo uma resposta clara ao seu torcedor.





