A contratação do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, pelo Banco Master reacendeu questionamentos sobre transparência e potenciais conflitos de interesse em meio à crise que a instituição financeira enfrenta. Embora não haja indício formal de irregularidade, a relação profissional entre o banco e o escritório chamou a atenção de setores políticos e jurídicos, que apontam para a necessidade de esclarecimentos mais amplos sobre o alcance dessa parceria.
Viviane Barci e dois filhos do ministro integram o escritório responsável por representar o banco em ações judiciais. Os contratos, valores pagos e natureza dos serviços não foram oficialmente detalhados, alimentando dúvidas sobre a amplitude da atuação e sobre o momento em que ela se iniciou. A falta de informações claras abre espaço para interpretações públicas e pressões para que tanto o banco quanto o escritório apresentem mais transparência.
O Banco Master, que nos últimos meses passou a enfrentar investigações sobre sua gestão e operações financeiras, vive um ambiente de instabilidade. Nesse cenário, qualquer relação com figuras ligadas ao Judiciário gera repercussão imediata, especialmente quando envolve familiares de ministros com atuação relevante no cenário nacional.
Apesar de não existir evidência de que o ministro Alexandre de Moraes tenha interferido em favor da instituição, o simples fato de o banco recorrer ao escritório de sua esposa fortalece o debate sobre limites éticos entre atuação privada e responsabilidades públicas. O episódio reforça a cobrança por regras mais rígidas de governança e por maior publicidade em contratos firmados com agentes próximos ao poder.
A relação permanece sob análise de observadores políticos, que cobram respostas mais objetivas e documentos que detalhem a prestação de serviços, evitando que dúvidas se transformem em suspeitas maiores.




