Cônsul brasileiro nos EUA visita a UFLA para propor parcerias voltadas para o agronegócio

Publicado em 19/06/2015

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Na última semana (11/6), o cônsul brasileiro Juliano Alves Pinto, que atua em São Francisco, Califórnia/Estados Unidos, fez uma visita a Universidade Federal de Lavras (UFLA) para apresentar uma oportunidade de ampliar as relações internacionais. Chefe do Setor Comercial e de Investimentos, Ciência e Tecnologia do Consulado Geral do Brasil em San Francisco, Juliano apresentou um projeto que pretende estimular o empreendedorismo do agronegócio brasileiro e, para tanto, quer que a UFLA seja parceira neste desafio.

Esse consulado é destacado por estar na região que sedia o Vale do Silício, na qual está situado um conjunto das empresas mais inovadoras e valiosas do mundo, como a Apple Inc., Altera, Google e Facebook. E mais, o cônsul Juliano Pinto tem relação direta com as principais universidades da região, com destaque para a Universidade da Califórnia, em Davis e Berkeley e a Universidade de Stanford.

Em reunião na UFLA, o cônsul foi recebido pela vice-reitora, professora Édila Vilela de Resende Von Pinho; pelo pró-reitor de Planejamento de Gestão, professor André Saúde; pelo pró-reitor de Pesquisa, professor José Maria de Lima; o pró-reitor adjunto de Pesquisa e coordenador do Programa de Internacionalização, professor João José Marques e o diretor de Relações Internacionais, professor Antônio Chalfun júnior.

Segundo Juliano, o motivo por ter escolhido a UFLA para a primeira apresentação do projeto se deve ao fato de a Universidade ser destacada no âmbito nacional e internacional na área de Ciências Agrárias, além de estar em um processo evolutivo de incentivo à inovação. “Já morei em Lavras e conhecia a Universidade, mas não dá para esconder uma surpresa positiva com a expansão muito bem planejada e os projetos voltados para manter a excelência da Instituição. Estou muito animado com as perspectivas de construção dessa parceria interinstitucional”, reforçou.

O paradigma da torre de marfim

A parceria proposta pelo cônsul Juliano Pinto vai ao encontro da teoria da Tríplice Hélice, em que academia, governo e empresas são elos fundamentais para o processo de inovação. Trata-se, portanto, do apoio do governo brasileiro para a articulação entre instituições brasileiras e universidades, institutos de pesquisa, empresas e fundos de investimentos americanos. A ideia é justamento criar uma rede propícia para o desenvolvimento de tecnologias que valorizem ainda mais o agronegócio e, em especial, no Brasil, o setor mais competitivo da economia.

Reconhecimento

Para a professora Édila Von Pinho, a visita do cônsul e a proposição de futuras parcerias são motivos de honra e satisfação para a Universidade, que tem a inovação como um de seus assuntos prioritários. A vice-reitora fez um breve resgate das ações de incentivo à inovação na UFLA, desde a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica – Nintec, da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Inbatec) à construção do Parque Científico e Tecnológico de Lavras – Lavrastec, que tem inauguração prevista para o primeiro semestre de 2016. Ela apontou ainda que a UFLA tem avançado nos processos de convênios internacionais e que as articulações têm sido amplamente incentivadas.

Visita pela UFLA

Além da reunião, realizada no Salão dos Conselhos da Universidade, o cônsul fez um tour pelo câmpus, incluindo as obras do Lavrastec, obras para a expansão de novos cursos e construção de laboratórios multiusuários. “Volto com uma impressão ainda maior do potencial da Universidade”, comentou.

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