O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviou um relatório oficial ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, informando que não foram identificados acessos injustificados ou ilegais aos dados sigilosos de integrantes da Corte ou de seus familiares. A manifestação ocorre no âmbito de investigações que buscam apurar o uso de estruturas do Estado para o monitoramento de autoridades.
No documento, o órgão de inteligência financeira detalhou os protocolos de segurança e os registros de log que monitoram cada consulta realizada por seus servidores e parceiros institucionais. Segundo o COAF, todas as pesquisas realizadas no sistema seguiram os ritos técnicos previstos e estavam vinculadas a comunicações de operações suspeitas ou investigações formais em curso, descartando a hipótese de “bisbilhotagem” ou perseguição política através do sistema de controle financeiro.
A resposta do órgão é considerada peça-chave para o esclarecimento de suspeitas sobre o uso indevido da máquina pública em gestões anteriores. O ministro Alexandre de Moraes havia solicitado as informações para verificar se houve quebra de sigilo sem autorização judicial, o que configuraria crime de abuso de autoridade e violação de sigilo funcional.
Com a negativa do COAF, a investigação agora foca em outras frentes de monitoramento digital e físico. O relatório reforça que o sistema de alertas de movimentações atípicas funciona de forma automatizada e que o acesso humano aos dados sensíveis é estritamente auditado. A decisão sobre o arquivamento deste trecho específico da investigação ou novos pedidos de diligências deve ocorrer após a análise detalhada da Procuradoria-Geral da República.
Fontes: G1, CNN Brasil e Agência Brasil.







