Cartilha orienta sobre estímulo precoce em bebês com microcefalia

Publicado em 14/01/2016
Cartilha traz recomendações sobre a importância da estimulação precoce (Foto: Pref. Sto.Antônio das Missões/RS)

O governo federal divulgou nessa quarta-feira (13), uma cartilha com orientações de atendimento especial a crianças de zero a três anos com atraso no desenvolvimento psicomotor, decorrente de casos de microcefalia causados pelo vírus zika. O documento, voltado às equipes de atenção básica e de atenção especializada, traz recomendações sobre a importância da estimulação precoce nessas crianças.

A cartilha Diretrizes de Estimulação Precoce – Crianças de zero a 3 anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia já está disponível para consulta, na internet, no site do Ministério da Saúde. A ação faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado pelo governo federal em dezembro de 2015.

Além dos profissionais de saúde, familiares de crianças com microcefalia também receberão informações mais detalhadas sobre tema. A meta garantir uma melhor observação de quais capacidades a criança já deve ter em cada fase do desenvolvimento inicial.

“O objetivo é unificar o comportamento e a conduta com crianças portadoras de microcefalia e promover a estimulação o mais rápido possível”, afirmou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

O ministério avalia que a estimulação da criança na janela de até três anos de idade é importante para reduzir do nível de comprometimento causado pela mal formação.

As diretrizes de estimulação precoce foram elaboradas por pesquisadores, especialistas e profissionais experientes de todo o País. O documento tem orientações sobre o desenvolvimento psicomotor da criança, a análise das condições cognitivas, visuais e auditivas, a inserção social, uso de cadeira de rodas e bengalas e apoio da família.

O plano pretende que a criança tenha mais autonomia e qualidade de vida, minimizando possíveis sequelas decorrentes da doença. O apoio familiar, segundo o secretário, será estimulado pelos profissionais de saúde, visando o acolhimento mais cuidadoso e carinhoso possível para a criança com a doença.

* Portal Brasil

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