Brasil vive pior cenário da história na qualidade das praias: só 30% estão próprias para banho

O Brasil registrou o pior índice já observado na qualidade das praias desde o início da série histórica, em 2016. Dados compilados ao longo de 2025 apontam que apenas cerca de 30% das praias monitoradas no país permaneceram próprias para banho em todas as medições realizadas, acendendo um alerta ambiental e de saúde pública.

O levantamento, divulgado em reportagem da Folha de São Paulo, analisou informações oficiais de balneabilidade coletadas entre novembro de 2024 e outubro de 2025. No total, apenas 253 praias conseguiram manter classificação positiva durante todo o período, enquanto a maioria apresentou algum nível de contaminação ao longo do ano.

Estados como Rio de Janeiro e São Paulo tiveram queda significativa na qualidade das águas, com destaque negativo para áreas urbanas e regiões com histórico de despejo de esgoto sem tratamento adequado. Segundo especialistas, a poluição e a deficiência no saneamento básico seguem como os principais fatores para a deterioração das praias brasileiras.

Por outro lado, estados do Nordeste, como Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, apresentaram melhora em relação ao ano anterior, com aumento no número de praias consideradas próprias. Ainda assim, capitais como Salvador continuam liderando o ranking de praias impróprias, principalmente devido à presença de bactérias fecais, que podem causar doenças gastrointestinais e problemas de pele em banhistas.

O cenário reforça a necessidade de investimentos urgentes em saneamento, fiscalização ambiental e preservação dos recursos hídricos, especialmente em áreas costeiras urbanizadas e com grande fluxo turístico.

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