O que acontece hoje no Irã não pode mais ser tratado como simples repressão. O país vive um verdadeiro banho de sangue, com o regime islâmico promovendo uma caçada humana contra cidadãos que ousam protestar. Ruas transformadas em cemitérios, famílias destruídas e um Estado que dispara contra seu próprio povo sem qualquer pudor.
Denúncias que circulam nas últimas horas apontam para milhares de mortos em um intervalo extremamente curto, resultado de uma repressão coordenada, brutal e deliberada. Embora números exatos sejam difíceis de confirmar devido ao bloqueio de internet e à censura total imposta pelo regime, o padrão dos relatos é claro: execuções em massa, desaparecimentos forçados e repressão letal sistemática.
O governo iraniano fechou o país para o mundo enquanto suas forças de segurança avançam sobre bairros inteiros, atiram contra multidões desarmadas e prendem jovens, mulheres e idosos como se fossem inimigos de guerra. Hospitais estariam sendo monitorados para impedir que feridos recebam atendimento, enquanto corpos desaparecem sem registros oficiais.
Especialistas em direitos humanos são categóricos: quando um Estado promove ataques generalizados e organizados contra parte da sua população por motivação política, o termo correto não é mais “repressão”. Isso é genocídio. Trata-se de uma política de extermínio para manter o poder pelo medo e pelo terror.
O silêncio da comunidade internacional diante dessas atrocidades é ensurdecedor. Enquanto governos fazem notas diplomáticas mornas, o regime iraniano segue eliminando seus opositores, apostando que a censura e o isolamento impedirão o mundo de enxergar o massacre em curso.
No Irã de hoje, protestar virou sentença de morte. E cada hora de omissão internacional transforma esse massacre em um dos crimes mais graves do nosso tempo.




