Alcolumbre resiste à CPMI do Banco Master e pressão aumenta no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, descartou nesta quinta-feira (21) a instalação imediata da CPMI para investigar o Banco Master, mesmo após forte pressão de parlamentares da oposição e também da base governista durante sessão conjunta do Congresso.

Segundo Alcolumbre, a pauta da sessão estava focada na análise de vetos presidenciais e repasses a municípios, sem previsão para leitura dos requerimentos ligados ao caso. A declaração aumentou a tensão no plenário e gerou críticas de deputados e senadores que defendem a abertura imediata da comissão.

Mais de dez parlamentares cobraram publicamente a instalação da CPMI e alegaram que o processo deveria ser automático após atingir o número mínimo de assinaturas exigidas. Apesar disso, Alcolumbre afirmou que a leitura dos pedidos é um “ato discricionário” da presidência do Congresso.

Atualmente, pelo menos seis requerimentos relacionados ao Banco Master já alcançaram o apoio necessário e aguardam avanço formal para criação da comissão.

Alcolumbre também citou a proximidade do período eleitoral como um dos fatores para resistir à instalação das comissões parlamentares de investigação neste momento.

Esta foi a segunda sessão do Congresso em 2026 marcada por cobranças públicas envolvendo a CPMI do Banco Master, tema que vem ampliando o embate político em Brasília.

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